quinta-feira, 18 de junho de 2009



A tarde morna e sensual no poente vai descendo, mansa, lentamente, em dobras roxas no firmamento – como minha roupa quando me desnuda para a ansiedade dos seus braços...
A tarde, presa no cume das montanhas, foge silenciosa com a cautela de alguém que a espreita ao horizonte – como teu corpo acetinado, a camisa negra e indolente cai sobre o chão, despida de receios...
A tarde cai, vacila e demora. Em tons de vermelho, ruboriza o espaço – como as maçãs do meu rosto quando seu quadril roça em meu joelho enquanto me beijas o corpo mole do ocaso...
A tarde morna, com tons de luz fugida. Calor distante, vago perfume, gesto indolente – da seda soltando-se dos ombros nus por suas carícias azuis...

A tarde cai enquanto me despes.

7 comentários:

. disse...

Cara, até peguei um fôlego quando acabei de ler!
Muito bom, muito bom mesmo!

Je disse...

Maravilhosos os poemas que você escreve!

E, guria! Fiquei impressionada com todos os seus afazeres. :o
Estou até com medo da minha futura vida Universitária!

Morri de inveja quando disse que tens um estúdio fotográfico, bah!



Beijos lindona :*

Rei disse...

Apesar de você achar que não gostei muito, eu AMEI muito. A cada dia venho gostando mais dos seus textos, você vem evoluindo muito. Tenho ficado muito orgulhosa de você ter voltado a escrever e fico emocionada em ser sua musa inspiradora n__n Saiba que você também é a minha, vida!

Caroline Leite disse...

uiii *____________________*
ahazou.

Luh Andrade disse...

texto mt boom!
tuas fotos sao maraa, parece Marimoon!

bjaoo, me link como favoritos aew!

Maria Luísa disse...

=O
naum sei oq dizer é perfeito
é magico!

Myÿ h disse...

Perfeiito! *-*
Muiiito bom o texto, de verdade :)
- até peguei um fôlego quando acabei de ler! (2)

Parabéns! Beijo :*